Dentre os vários fatores que indagam e nos mostram que o acesso à justiça é restrito a uma pequena parte de pessoas, levamos mais a sério o problema da falta de informação e orientação jurídica. Muitas vezes o cidadão passa por situações contrárias ao ordenamento jurídico, mas por desinformação ou falta de acesso a um advogado, não procura a justiça para restaurar seu direito ameaçado ou lesado e acaba se deixando passar por um constrangimento. Nesta situação a maioria é de analfabetos ou de pouca instrução.
A sociedade contemporânea, após um grande avanço do capitalismo, dificulta ainda mais a inserção da classe mais humilde na revisão de seus direitos perante um juiz, e quando o Estado o garante, a imparcialidade se faz presente na maioria das vezes.Esse mesmo “avanço” que a sociedade passou não foi suficiente para remontar os círculos de relações que dividem o pobre do rico, e assim um pobre tem ainda mais dificuldades em manter contato com um advogado ou pessoas que entendem a natureza jurídica.
Geograficamente analisando, ainda podemos perceber que os menos favorecidos encontram-se distantes dos escritórios ou das instituições jurídicas, tornando ainda mais restrito o acesso destes à justiça.
Em suma, gostaria aqui de dizer que é o nosso dever como futuros juristas levar o Direito aos mais humildes, seja explicando as leis, assessorando-os, ou ao menos, quando possível, falar a linguagem deles.
Postado por Jacob Disraeli Tenorio
Belo texto Jacob, vamos fazer a diferença mostrando que todos ,exatamente todos ,tem o direito de acessar á justiça.
ResponderExcluir...a, mais quando eu tiver o poder da canetaaaa....
ResponderExcluirUm dos pontos que me chamou a atenção no post foi quando você afirmou “falar a linguagem deles”, principalmente porque muito mais do que falar a linguagem, é se colocar enquanto profissional do humano. O acesso a justiça é a garantia de uma cidadania plena, e isso só se torna possível quando é realizada a partir de profissionais qualificados, e que possuam consciência que estão lidando não apenas com processos, mas com pessoas.
ResponderExcluirPablo Jean (Bogus)
Waldemir Júnior.
ResponderExcluirO acesso à Justiça e ao Direito passa obrigatoriamente pela educação da população em sentido amplo dos seus direitos e obrigações.Entender "justiça" como um ente de ficção apenas para as questões de pequena monta já não cabe mais no atual momento da sociedade contemporânea.
Parabéns pelo artigo colega.
"O acesso a justiça é a garantia de uma cidadania plena, e isso só se torna possível quando é realizada a partir de profissionais qualificados, e que possuam consciência que estão lidando não apenas com processos, mas com pessoas." Faço destas palavras do amigo Pablo, as minhas, realmente estamos lidando com pessoas, com vidas, e não apenas com papéis, com processos!
ResponderExcluirÉ lamentável ter que concordar que ainda existe este tipo de desigualdade. O acesso e a celeridade da justiça deve ser igual a todos!
ResponderExcluirInfelizmente esta é a nossa realidade, por falta de instrução, informação, ou poder econômico muitas pessoas não tem acesso aos seus direitos.
ResponderExcluirAssunto que debatemos durante todo o 2º semestre. É de extrema importância promovermos políticas que estabeleçam os verdadeiros direitos de todos, inclusive dos excluídos da justiça brasileira!
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ResponderExcluirO problema é que não é do interesse das classes dominantes que os mais humildes saibam quais são os seus direitos e onde reivindicá-los, e essa ferramenta está na mão de quem?
ResponderExcluirFernando Campos
Realmente Fernando, os "grandes" não tem interesse nenhum que os menos favorecidos tenham consciência dos seus direitos.
ResponderExcluirNosso problema está lá em cima.
O acesso de todos à justiça não é intereçante para elite. pois é com a desnformação que eles podem manipular os desenformados
ResponderExcluirValdemir.Matos
Acesso á justiça para os menos desfavorecidos para que? para irem de encontro com os patrões? dar voz ao povo para eles derrubarem a burguesia? Difícil. Mas vamos á luta.
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